Concelhia do PSD de Famalicão promoveu encontro entre autarcas e elementos da lista candidata por Braga, em que se alertou para a necessidade de mudar os rostos do governo “Mudar o Governo é um dever patriótico” A Comissão Política Concelhia do PSD de Famalicão promoveu ontem, dia 21 de Setembro, à noite, no auditório da Biblioteca Municipal, um encontro entre os autarcas do concelho, alguns elementos da lista candidata ao Círculo Eleitoral de Braga pelo partido e o candidato a deputado à Assembleia da República e à Assembleia Municipal de Famalicão, Jorge Paulo Oliveira. Na sessão, onde esteve ausente o cabeça-de-lista do partido por Braga, João de Deus Pinheiro, por motivos de saúde, foi bem patenteada a necessidade urgente de mudar os rostos da governação em Portugal, mormente por causa dos jovens, a braços com uma situação deveras dramática: a ausência de oportunidades de evolução profissional e pessoal no país. Perante um auditório cheio, intervieram o presidente da Concelhia do PSD, Paulo Cunha, o presidente da JSD Nacional, Pedro Rodrigues, que também integra a lista candidata à Assembleia da República pelo Círculo Eleitoral de Braga, e Jorge Paulo Oliveira, tendo todos eles evidenciado a premência de se votar pela mudança, no sufrágio do próximo domingo. Pedro Rodrigues salientou que Portugal é, hoje, “um país adiado, sem esperança ou optimismo, sem capacidade de sonhar, resignado e triste face à situação em que se encontra”. O presidente da JSD Nacional, referiu, acentuando as suas críticas, que o actual primeiro-ministro, José Sócrates “errou em toda a sua governação”, até porque “fez promessas que não cumpriu e só diz o que lhe convém em cada momento”. “José Sócrates instalou o caos na educação, na economia, na saúde, no emprego, tornando as desigualdades sociais no país maiores do que nunca”, acusou, ainda, Pedro Rodrigues. “Quem paga e pagará a factura do desmando do actual primeiro-ministro é a nossa geração, a dos nossos filhos e até a dos nossos netos”, prosseguiu, em tom admoestador. Com um discurso direccionado para a juventude, Pedro Rodrigues lembrou que o país tem uma das taxas de desemprego mais altas da União Europeia (acima dos 8%), a maior taxa de desemprego de licenciados (18%), uma elevada taxa de abandono escolar (30%), que 17% dos jovens portugueses vivem abaixo do limiar da pobreza e que Portugal é o país europeu em que os jovens mais tarde saem de casa. “Nestas percentagens nem se está a contar com os emigrantes. Eu não quero mais isto. Quero que a minha geração possa ficar cá, a lutar pelo país”, indagou, em forma de repto. Por isso, Pedro Rodrigues acredita que “mudar é um dever patriótico, um desígnio nacional”. Por tudo isso, e para que Portugal possa “ombrear com os melhores”, o presidente da JSD Nacional apelou à necessidade de votar em Manuela Ferreira Leite no próximo dia 27 de Setembro. “Votar nos outros partidos é votar indirectamente em Sócrates”, frisou. No final da sua intervenção, Pedro Rodrigues ainda sobrelevou a importância de se convencer os indecisos, que podem fazer toda a diferença. “Temos que trabalhar para que Braga tenha um resultado histórico e Famalicão consiga colocar Jorge Paulo Oliveira como deputado da Assembleia da República”, anuiu. Não é indiferente para Famalicão ter um deputado na Assembleia da República Os intervenientes neste encontro promovido pela Concelhia do partido lamentaram, por esse motivo, que Jorge Paulo de Oliveira não estivesse mais bem posicionado na lista dos candidatos a deputados à Assembleia da República pelo Círculo Eleitoral de Braga. A importância de Famalicão ter um deputado também foi realçada pelo próprio Jorge Paulo Oliveira: “não é indiferente para Famalicão ter um deputado na Assembleia da República, nem é indiferente que governe o PS ou o PSD”, dado que, na qualidade de deputado, podem ser reivindicadas mais obras para o concelho. Com efeito, “um deputado pode interpelar o poder político relativamente a determinadas acções e tem acesso mais directo a informação que os cidadãos, as empresas ou as instituições não possuem em tempo útil”. Para além disso, um deputado “está perto dos centros de decisão e da administração central”, servindo como um elemento que acompanha as deliberações e como um elo de ligação à sociedade civil, autarcas e instituições. Se for eleito, Jorge Paulo Oliveira garante quer ser “um deputado sete dias por semana e não apenas para discursar cinco minutos em quatro anos”, mas gostaria de “ter um primeiro-ministro que conduzisse bem o país, o que não está a acontecer”. “O PSD não defraudará expectativas” Paulo Cunha centrou o seu discurso nos benefícios de votar PSD nas legislativas, partido que crê veementemente que “não defraudará expectativas”. O presidente da Concelhia considera que o partido tem “ideias, luta por ideias e é formado por pessoas válidas, estando associado aos melhores anos da história da política e da governação em Portugal”. Além disso, Paulo Cunha ressalvou o bom trabalho que autarcas do PSD têm desenvolvido por todo o país, sendo Famalicão, onde o partido forma uma coligação com o CDS-PP, um exemplo disso mesmo. Para sustentar a opinião de que Manuela Ferreira Leite deve governar Portugal, Paulo Cunha destaca que a líder dos sociais-democratas “tem um programa e soluções para os problemas do país”, sendo que “correu riscos ao assumir o que quer para Portugal, mas não se escondeu”. O presidente da Concelhia do PSD de Famalicão sustentou, ainda, que há uma diferença proeminente entre Manuela Ferreira Leite e José Sócrates: “Sócrates apresenta os problemas do país como se eles tivessem origem numa conjuntura intransponível; já Ferreira Leite tem esperança, confiança e acredita que é possível minorar os efeitos da crise”. Paulo Cunha rememorou, igualmente, que as autarquias estão muito condicionadas às vontades do governo, pelo que “Famalicão sairá beneficiado se ganhar o PSD”.
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